20 Nov. 2016

Notícias

Ricardo Amorim e Mª João Caçador convidados a palestrar sobre as mais recentes técnicas utilizadas em Fisioterapia

Decorreram nos dias 17 e 18 de Novembro as primeiras jornadas de fisioterapia do Instituto Piaget onde, a convite da organização, Ricardo Amorim, director clínico da FISIOGlobal, e Maria João Caçador, fisioterapeuta especialista em Uroginecologia tiveram oportunidade de abordar e expor alguns conceitos e métodos de vanguarda, na área da Fisioterapia.

Tido como o profissional mais activo e influente em Portugal quando o tema é Fisioterapia Invasiva, Ricardo Amorim foi por isso convidado a falar sobre “Electrólise Percutânea: Evidência Científica e Clínica - Tendinopatias”, um conceito inovador para tratamento de lesões dos tecidos moles (tendão, músculo e ligamento).

Da sua apresentação, ressalvamos que o tratamento das tendinopatias constituiu um verdadeiro desafio clínico. Alguns autores descreveram-no até como um dos maiores problemas da medicina desportiva.

Actualmente, o modelo tradicional de “tendinite” como um processo inflamatório encontra-se em desuso, pois existem numerosas publicações que descrevem o processo patológico do tendão como sendo degenerativo. Na sequência dessa informação, a terminologia “tendinite” é substituída pelo termo “tendinose” ou “tendinopatia”.

Perante estes factos, o programa de tratamento perante uma tendinopatia crónica degenerativa deve incluir técnicas que incidam sobre a biologia do tendão (por forma a estimular a sua actividade celular e a consequente produção de colagénio) e sobre a sua biomecânica (para que se alcance uma reestruturação da matriz celular).

Uma das novas estratégias de intervenção nos casos de tendinopatia é a Electrólise Percutânea Intratecidular® - EPI®. Tida como uma técnica minimamente invasiva, consiste na aplicação de uma corrente eléctrica galvânica de alta intensidade, através de uma agulha não oca, que provoca nos tecidos moles um processo inflamatório local, permitindo a fagocitose e a reparação do tecido lesado, pela estimulação da biologia do tendão (aumento da síntese de produção de colagénio).

Uma vez que se pretende um estímulo totalmente direcionado à região lesada, que muitas vezes é milimétrica, é uma técnica que é sempre realizada com controlo ecográfico, facto que além de garantir a segurança da sua aplicação, assegura o sucesso e eficiência da intervenção.

Por seu lado, Maria João Caçador foi desafiada a abordar o papel da "Fisioterapia nas (dis)funções do pavimento pélvico". Assim, cientes da importância da funcionalidade dos músculos do pavimento pélvico (MPP) no suporte de órgãos e estruturas vitais como a bexiga, uretra, útero, vagina e reto, e na manutenção da continência, na função sexual e no controlo da função dos intestinos e da bexiga, é essencial garantir que estes músculos produzem força, alongamento, resistência e actividade reflexa, para executarem eficientemente as funções que lhe estão destinadas.

Quando alguma destas características não se apresenta, podemos estar perante uma disfunção do pavimento pélvico, que pode originar disfunções como incontinência urinária, incontinência fecal, prolapsos/descida dos órgãos pélvicos, alterações da função sexual (sobretudo dor durante o acto sexual) e dor pélvica.

Alguns factores de risco como a gravidez, o traumatismo obstétrico causado pelo parto, a menopausa, o desporto de alto impacto e/ou a obstipação, afectam directamente os MPP, pelo que é urgente a mulher adquirir um papel activo e preventivo, através da manutenção destes músculos fortes e saudáveis - premissa obrigatória para uma melhor qualidade de vida ao longo de todas as fases que a mulher vivencia.

Duas apresentações bastante elogiadas pelos presentes, que além de atestarem a evolução da abordagem do Fisioterapeuta, enquanto profissional independente, também demonstra o que de melhor se faz, a nível nacional, em cada uma destas áreas, e que se encontra disponível na FISIOGlobal.

Well done.