04 Maio 2020

Notícias

Plano de Contingência e de Prevenção de Riscos | COVID-19

COVID-19: A REABERTURA 

O presente Plano de Contingência e de Prevenção de Riscos foi elaborado com o propósito de minorar a exposição e possibilidade de contágio por COVID-19 de todos os envolvidos, definindo um criterioso plano que nos permita responder, de forma segura e confiante, com a eficiência e excelência que caracteriza os nossos serviços. 

Pretende-se com este trabalho resumir e criar linhas orientadoras que estejam em conformidade com as diretrizes da Direcção Geral da Saúde (DGS) para as unidades de saúde de cuidados primários, dando também cumprimento à Orientação 006/2020.


Assim, todas as informações aqui prestadas e normas definidas, radicam à importância que atribuímos aos seguintes aspectos, fatores determinantes para o sucesso da retoma à atividade: 
- Educação/informação de todos os agentes envolvidos;
- Cumprimento rigoroso das medidas de (auto)proteção;
- Desfasamento de horários por forma a potenciar o afastamento físico e o melhor controlo de todos os procedimentos implementados, por todos os intervenientes;
- Favorecimento e potenciação da atividade online, com eventual adequação do plano de reabilitação para um regime híbrido, conforme sugerido na Orientação 022/2020;


Existe uma série de futuros possíveis, todos eles dependentes da nossa capacidade de (re)ação e (re)criação. E existe uma coisa que os une, no sucesso: as pessoas e o propósito.

Contamos consigo para equilibrar a economia, com saúde.

Pela direção
FISIOGlobal Saúde Integral

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I. ENQUADRAMENTO GERAL
 

1. Quais são os principais sintomas da COVID-19?
Os sintomas sugestivos de COVID-19 manifestam-se predominantemente por sintomas respiratórios, nomeadamente, febre (>38º), tosse persistente e dificuldade respiratória, podendo também existir outros sintomas, entre os quais, odinofagia (dor de garganta), dores musculares generalizadas, cefaleias, fraqueza, e, com menor frequência, náuseas/vómitos e diarreia.

2. Como se transmite?
Maioritariamente, por duas vias:
a) Por contacto directo, quando se verifica uma entrada de gotículas ou aerossóis pela boca, nariz e olhos, provenientes de uma pessoa infectada que os projecta quando fala, tosse ou espirra;
b) Por contacto indirecto, quando tocamos em superfícies que foram contaminadas pelas gotículas expelidas por pessoas infectadas e, em seguida, as levamos à cara, boca, nariz ou olhos.

3. Como se previne a transmissão?
• Informação
Informar-se, de forma clara e rigorosa, é a chave para prevenir, esclarecer e apoiar.
Quanto melhor informados e sensibilizados estivermos, mais eficazmente diminuiremos a incerteza e a ansiedade desnecessária, cumprindo o nosso papel enquanto agentes de saúde pública.

• Máscara (para todos)
Se formos portadores de uma máscara cirúrgica, bem colocada e manuseada, estamos a proteger aqueles que nos rodeiam. E se todos o fizermos, estamos a proteger-nos uns aos outros. Tratando-se esta de uma doença em muitos casos assintomática, é fundamental implementar o uso de máscaras de protecção em espaços públicos e/ou fechados.

• Distanciamento físico
Com máscara cirúrgica, manter distância de pelo menos um metro em ambientes fechados. 
O distanciamento físico visa quebrar as cadeias de transmissão do SARS-CoV-2, dado que ao limitarem-se os contactos próximos entre pessoas há uma redução das possibilidades de transmissão.

• Etiqueta respiratória:
- Tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir, idealmente usar um lenço de papel descartável, nunca as mãos.
- Deitar o lenço de papel no lixo.
- Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

• Respeitar e reforçar as medidas de higiene e segurança:
- Lavar as mãos com frequência com água e sabão durante pelo menos 20 segundos. Também pode usar solução à base de álcool, com pelo menos 70% álcool.
- Evitar tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos.
- Evitar contato próximo com pessoas infectadas por COVID-19 ou outras infeções respiratórias.
- Utilizar de forma inequívoca os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) predefinidos.

 

II. FUNCIONAMENTO DA FISIOGLOBAL

A informação infra é o ponto de partida para que o presente Plano de Contingência e de Prevenção de Riscos seja elaborado com vista à promoção da segurança e higiene da FISIOGlobal Saúde Integral, da proteção e salvaguarda da saúde pública dos nossos colaboradores e clientes.

Os agendamentos serão realizados com espaçamento temporal intra e inter clientes, de forma a que seja permitida a realização de:
1) Rastreio presencial
2) Acompanhamento do cliente
3) Consulta/Sessão/Tratamento
4) Higienização/limpeza
5) Checkout do utente, com preferência pelo pagamento através de meios que permitam evitar o contacto, p.ex., terminal de pagamento automático contactless ou mbway
6) Receção ao novo cliente

De entre as alterações implementadas, destacamos:
- A obrigatoriedade de uso de máscara cirúrgica dentro das instalações de saúde, tal como recomendado na Orientação n.º 019/2020 e Decreto-Lei n.º 20/2020, sendo a mesma oferta da clínica ao cliente. 
- A existência da triagem presencial diária, aquando da chegada à clínica, pelo que o cliente tem que chegar pontualmente no horário marcado da consulta.
- A impossibilidade da presença de acompanhantes dentro das instalações, com exceção dos clientes dependentes, crianças e/ou casais em processo de pré-concepção e/ou acompanhamento na gravidez.
 

A. TRIAGEM 

Seguindo as recomendações da DGS [Orientação 002/2020, Orientação 020/2020], o protocolo que se segue tem como objetivo identificar e triar os clientes aptos a recorrer ao tratamentos e/ou consultas da FISIOGlobal.

Estes processos de triagem visam aumentar a segurança de todos os profissionais de saúde, administrativas e clientes. Sendo assim, devem ser tomados como prioritários para o bom funcionamento da clínica.


TRIAGEM PRESENCIAL

O utente, enquanto agente de saúde pública, tem o dever cívico de suspender temporariamente os seus tratamentos caso apresente algum sintoma sugestivo de COVID-19, dos quais destacamos: febre (>38º), tosse persistente e dificuldade respiratória, podendo também existir outros sintomas, entre os quais, odinofagia (dor de garganta), dores musculares generalizadas, cefaleias, fraqueza, e, com menor frequência, náuseas/vómitos e diarreia. O mesmo se aplica, caso tenha estado em contacto com um possível doente infetado, seja na sua residência ou trabalho (ver última secção - Exposição a Casos Positivos). 

Os clientes que não apresentam sintomas sugestivos de infeção COVID-19 continuam a requerer vigia, para a segurança de todos. Assim, os seguintes procedimentos devem ser metódicos, sem exceções.

A triagem presencial será diária e terá por base os seguintes pontos:
1. O colaborador realizará as seguintes questões:
- Nos últimos 14 dias teve sintomas que sugiram infeção por COVID-19?
- Realizou teste COVID-19 (zaragatoa nasofaríngea) ou algum elemento do seu núcleo familiar? Se sim, resultado do mesmo.

Com base no algoritmo criado para o efeito, se a combinação de respostas indiciar caso suspeito de COVID-19, o cliente deverá ser encaminhado para teleconsulta, não permitindo a sua comparência presencial sem autorização médica e/ou de autoridade de saúde habilitada legalmente para o efeito e/ou até perfazer 14 dias de quarentena profilática. 

2. O colaborador pede ao cliente para começar o processo de desinfecção/higienização das mãos, seguindo as indicações verbais, gestuais e visuais dadas pelo mesmo. [ver aqui]
2.1. O cliente que possua luvas e/ou máscara vindas do exterior, deverá retirá-las e descartá-las ou guardá-las, previamente à higienização, não as voltando a colocar nas nossas instalações.

3. Após desinfeção das mãos, o utente coloca a máscara cirúrgica. O colaborador deverá orientar com  indicações verbais, gestuais e visuais sobre o referido processo, conforme Orientação 019/2020.

4. A medição da temperatura por termómetro a infravermelhos, sem contato, é realizada na região temporal, artéria temporal superficial, seguindo a instrução específica do termómetro disponível para o efeito.
a) O cliente deve manter-se calmo e imóvel durante a medição da temperatura
b) Com o termómetro ligado, e prevenindo o aquecimento antes de iniciar a medição, aponta o leitor à zona da têmpora
Caso a temperatura do cliente seja igual ou superior a 38°C, é pedido ao mesmo que se recolha à sua residência e contacte as entidades de saúde responsáveis.

5. O utente não deverá manejar objetos pessoais no interior das instalações da clínica (p.ex. telemóvel). Caso tenha necessidade de o fazer, deverá desinfetar as mãos imediatamente após essa utilização e contacto.

Caso o cliente não cumpra escrupulosamente o protocolo de triagem, deve ser convidado a abandonar as instalações da clínica. Excepção se:
- cliente nega a desinfeção alcoólica das mãos porque tem ferimentos ou curativos nas mãos, problemas dermatológicos severos. Neste caso, facultaremos luvas para o cliente (higiene preventiva mantém-se, nomeadamente, a lavagem/desinfecção frequente).
- cliente nega a colocação da máscara cirúrgica por intolerância do foro respiratório prévio (doença respiratória não relacionada com COVID-19) ou ferimento na orelha ou se é criança (<10 anos).
- cliente nega a medição da temperatura por motivo clínico sustentável que deverá ser validado por profissional de saúde presente nas instalações.

Caso o cliente adulto, possuindo normal capacidade cognitiva e autonomia funcional, se faça acompanhar por outro adulto, o colaborador responsável pela triagem tem o direito de solicitar ao último que aguarde fora das instalações.


B. MEDIDAS DE (AUTO)PROTEÇÃO

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPIs)

A utilização de EPIs deve ser responsável e adequada à atividade/procedimento e consequente risco de exposição, conforme sugerem a norma 007/2020, a orientação 002/2020 e a informação 009/2020.

E, não obstante a Orientação n.º 030/2020 preveja a dispensa da obrigatoriedade do uso de máscara durante a realização de exercício físico, a Direção da Clínica faz prevalecer o Princípio da Precaução em Saúde Pública, ou seja, continuar a considerar obrigatório o uso de máscara por todas as pessoas (>10 anos) “que permaneçam em espaços interiores fechados com múltiplas pessoas, como medida de proteção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória.”

Assim, a colocação, utilização e remoção adequadas dos EPIs evitam a exposição à infecção. Portanto, o não cumprimento das regras estipuladas pode gerar situações de ausência de sustentabilidade das normas preconizadas. 

A utilização correta de máscara cirúrgica, deve obedecer ao cumprimento dos seguintes passos, no cumprimento da Orientação 019/2020:
- Higienização das mãos, com água e sabão ou com uma solução à base de álcool, antes de colocar a máscara e após retirá-la.
- A remoção da máscara deve ser feita a partir da parte de trás (não tocando na frente
da máscara), segurando nos atilhos ou elásticos.
- Não se deve tocar na máscara enquanto esta estiver em utilização; caso tal aconteça, deve ser feita higienização das mãos.
- A máscara deve ser substituída por uma nova quando se encontrar húmida ou danificada. 
- Não devem ser reutilizadas máscaras cirúrgicas.
- A máscara deve ser descartada para um contentor de resíduos - lixo orgânico - uma vez que não existe reciclagem destes materiais.

A remoção adequada da máscara e as medidas combinadas (higiene adequada das mãos, etiqueta respiratória e limpeza e desinfeção das áreas de toque manual frequente) aumentam a eficácia das medidas individuais.

Os EPIs necessários para cada profissional foram definidos tendo em conta aspetos como o risco, as tarefas de trabalho e as características individuais do mesmo, encontrando-se descriminados na tabela abaixo. Contudo, os procedimentos deverão ser revistos sempre que se considerar necessário.

De acordo com a Orientação 022/2020, consideram-se procedimentos de alto risco todas as intervenções que geram aerossóis.


C. SEGURANÇA E HIGIENIZAÇÃO

INSTALAÇÕES FÍSICAS
Na sequência da adequação a este contexto foram realizadas alterações e adaptações físicas, suportadas atualmente pela Orientação n.º 022/2020 e Orientação n.º 030/2020:
- Reorganização da disposição do mobiliário da recepção, diminuindo os lugares sentados 
- Remoção de todo o material dispensável (ex. revistas e jornais, dispensadores de água, etc) que possam ser manuseados por várias pessoas
- Aplicação de acrílicos na receção para a proteção do pessoal administrativo
- Colocação de tapete pedilúvio à entrada da clínica, por forma a impedir que a contaminação microbiológica seja levada para o interior das instalações
- Divisão do espaço em duas áreas:
A área limpa é a área que se encontra delimitada por faixas sinalizadoras e que diz respeito ao ginásio
A área suja é todo o restante espaço


LIMPEZA E DESINFECÇÃO 
A limpeza e desinfeção das superfícies elimina, destrói e/ou inativa os microrganismos. Assim, o Plano de Limpeza e Higienização da Clínica foi revisto por forma a cumprir as recomendações da Orientação 014/2020.

Encontra-se afixado na recepção:
- O Plano de Limpeza e Higienização das Instalações e seus responsáveis
- Registo de limpeza a ser preenchido diariamente por todos os agentes co-responsáveis na limpeza e desinfeção

Os colaboradores são direta e individualmente responsáveis pela limpeza frequente dos seus espaços de trabalho, particularmente, mesas de trabalho, equipamentos utilizados, maçanetas e outras superfícies em que os utentes possam tocar. 


MANUSEAMENTO DE LIXOS E RESÍDUOS HOSPITALARES
A recolha, transporte e tratamento de resíduos hospitalares, conforme Orientação 012/2020, será realizada, como até então, pela empresa Biovia Engenharia e Gestão Ambiental, SA.


VENTILAÇÃO
Segundo a Organização Mundial da Saúde a transmissão através de aerossóis com partículas de vírus com menos de cinco micrómetros de diâmetro “podia ser possível em circunstâncias específicas e contextos em que se gerem aerossóis”, nomeadamente em certos contextos médicos, como quando se está a intubar um doente infectado com COVID-19. 

De acordo com o Comunicado de Imprensa da Associação Portuguesa das Empresas dos Setores Térmico, Energético, Eletrónico e do Ambiente (APIRAC), “o entendimento de que o fluxo de ar, no caso de presença de contaminados, acelera a transmissão do vírus, é contraditório com a função diluidora e difusora da insuflação de ar no ambiente e a consequente redução da carga viral, pois é esta a responsável por potencial infecção, e não o fluxo de ar em si mesmo, e muito menos o equipamento de Ar Condicionado.” 

A velocidade residual de ar regulamentar da ordem de 0,3 m/s nos espaços interiores não é suficiente para ultrapassar os 2 metros de proteção aconselhada, ainda assim, para qualquer possível arrastamento residual, este teria ainda de passar os filtros e baterias do equipamento de ar condicionado e ser de novo insuflado em zona próxima do utente do espaço. 

Assim, ao dia de hoje, não existe evidência científica suficiente para afirmar que a aerossolização é uma via particularmente frequente de transmissão do novo coronavírus. Bem como, pode ainda afirmar-se que, pela sua forte capacidade de ação diluidora, com a inerente redução da carga viral, é legítimo considerar estes sistemas como imprescindíveis armas de combate à COVID-19, em conjunto com as prescrições sanitárias emitidas pela DGS.

A principal preocupação deve ser a de providenciar uma manutenção preventiva eficaz dos equipamentos, incluindo a limpeza ou substituição dos filtros de ar das unidades de climatização e de ventilação. 

Com base nas recomendações da REHVA - Federação Europeia das Associações de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) e da Ordem dos Engenheiros, listamos as boas práticas a implementar nesta área: 
•  A recomendação geral é de fornecer o máximo de ar exterior que seja razoavelmente possível. Sendo o parâmetro chave a quantidade de ar novo fornecido por pessoa é, portanto, determinante reforçar a ventilação natural dos interiores, por arejamento. Neste sentido, a porta da recepção (n.º 167) estará sempre aberta, diminuindo mais uma superfície de toque. Recomendamos ainda que a porta n.º 165 seja aberta sempre que possível e entre sessões. Esta indicação também é sugerida na Orientação n.º 022/2020.
•  A temperatura a adoptar deverá estar em conformidade com o sugerido no guião Especificações Técnicas para Instalações de AVAC realizado pela ACSS, IP. - entre os 22º e os 25º. 

O sucesso das medidas preventivas dependerá essencialmente da colaboração de todos os intervenientes. 


D. EM CONSULTA/SESSÃO

Reestruturação da consulta
Todas as consultas/sessões terão que ser necessaria e ligeiramente reformuladas por forma a ser possível cumprir todos os procedimentos de segurança e higiene previstos.

Opções terapêuticas
Sempre que possível, a prioridade passa pela adequação do plano de cuidados de reabilitação e um regime híbrido, onde a consulta/sessão presencial é complementada com o sistema de teleconsulta, conforme sugerido na Orientação n.º 020/2020.

Avaliações 
A realização das avaliações físicas ocorrerá presencialmente (sempre que se justifique).
Posteriormente, os planos, follow ups e/ou sessões de acompanhamento devem privilegiar o sistema de teleconsulta.

Exercício
Relativamente ao distanciamento entre pessoas para prática de exercício físico, as recomendações internacionais são muito heterogéneas. De acordo com a Orientação n.º 030/2020 da DGS, devemos assegurar que, em espaços fechados, é garantido o distanciamento físico mínimo de, pelo menos, três metros entre pessoas durante a prática de exercício físico.

Sabendo que o exercício físico implica o aumento da frequência respiratória e do trabalho respiratório com uma maior emissão de partículas aerossolizadas na respiração, a distância entre pessoas nestes espaços deverá ser maior ao recomendado para as situações habituais, sendo que pelo uso obrigatório de máscara esse risco é diminuido.  

Se a sessão ocorrer ao ar livre e se a distância física for correctamente adequada ao esforço e intensidade do tipo de treino, o utente pode prescindir do uso de máscara. 

Aulas de Grupo
As aulas de grupo (na clínica ou piscina) deverão contemplar a redução de participantes, conforme sugerido na Orientação n.º 030/2020. Essa distância deverá ter em conta a disposição e movimentos das pessoas ao longo das sessões, de acordo com a tipologia da sessão.
Se realizadas no exterior, devem privilegiar-se espaços com pouca movimentação de pessoas e garantir o distanciamento físico de pelo menos 3 metros entre praticantes, sem obrigatoriedade de uso de máscara.


E. NO DOMICÍLIO

Na impossibilidade da consulta/sessão ser realizada na Clínica ou por teleconsulta, eis os procedimentos a adotar nos Domicílios: 
1. Solicitar a possibilidade de arejar devidamente todo o domicílio, principalmente a divisão onde se realizará a sessão.
2. Informar o cliente da obrigatoriedade de ter de usar máscara cirúrgica durante o tratamento, tal como recomendado Informação nº 009/2020. Caso não tenha, deverá requerer ao profissional de saúde.

O protocolo de triagem será semelhante à consulta presencial, contudo, neste caso, será conduzido pelo profissional de saúde.

A farda e EPIs definidos para o atendimento no domicílio é adequado ao risco da diminuição do controlo de variáveis de exposição. 

Se o cliente não cumprir ou aceitar algum dos requisitos anteriores, o Fisioterapeuta está no direito de recusar o atendimento no domicílio


III. EXPOSIÇÃO E CONTACTO COM CASOS POSITIVOS
Caso o utente realize um teste cujo resultado seja positivo, se esteve presente na clínica em datas próximas ao exame, agradecemos que nos informe para o email admin@fisioglobal.pt por forma a tomarmos as devidas diligências internas, decorrentes do nosso plano de contingência, e de acordo com a Orientação n.º 013/2020 e Orientação n.º 02/2020

Classificação de contacto próximo:
1. Alto risco de exposição: é considerado contacto próximo de alto risco quando o indivíduo tenha exposição associada a cuidados de saúde, na qual se inclui a prestação direta desprotegida de cuidados a casos confirmados de COVID-19 (isto é, sem uso de EPI adequado à atividade respectiva) OU contacto, através das mucosas, com fluidos orgânicos de doente infetado com SARS-CoV-2.

2. Baixo risco de exposição: Considera-se que o indivíduo é contacto próximo de baixo risco quando tenha exposição a doente com COVID-19 sem uso de EPI.

Abordagem dos contactos próximos
Alto risco de exposição

Caso um indivíduo seja identificado como contacto próximo de alto risco de exposição com doente com COVID-19, devem ser ativados os procedimentos de vigilância ativa, durante 14 dias desde a data da última exposição. 

Baixo risco de exposição
Se um indivíduo for identificado como contacto próximo de baixo risco de exposição com doente COVID-19, devem ser ativados os procedimentos de vigilância passiva, durante 14 dias desde a data da última exposição. 

Se durante o período de vigilância passiva, o indivíduo desenvolver febre ou sintomas respiratórios compatíveis com COVID-19 deve dirigir-se para o seu domicílio e contactar de imediato o SNS 24 através do 808 24 24 24.

 

Esta versão foi revista no dia 22 de Junho de 2020, à luz das leis, normas e orientações disponíveis até esse momento. Sempre que a evolução epidemiológica e científica demonstre a necessidade de revisão e/ou implementação de novas medidas, o documento será atualizado.