Notícias
Os distúrbios do sistema vestibular atingem cerca de 10 a 25% da população em algum momento da sua vida (1).
A natureza imprevisível das crises, aliada à incerteza de uma nova crise que pode surgir a qualquer momento, conduz a alterações de comportamento, ao isolamento social, com repercussão nas actividades diárias e também nas relações familiares e laborais.
Vertigens, desequilíbrio, alterações da visão, náuseas e vómitos, rigidez cervical, palidez e sudorese, são alguns dos sintomas que provocam sérias limitações funcionais e da qualidade de vida do utente.
Em Portugal, a vertigem e o desiquilíbrio são dois dos motivos mais frequentes na procura de atendimento médico especializado na urgência (2).
Estima-se que, cerca de 20% dos indivíduos, entre os 18 e os 65 anos de idade, já tenham sentido um episódio de perturbação do equilíbrio e que cerca de 30% destes mantêm queixas ao fim de 12 meses. Estes números aumentam exponencialmente na população acima dos 65 anos, tornando-se num dos principais problemas de saúde neste grupo etário, particularmente com o aumento da esperança média de vida.
Assim, a reabilitação vestibular, realizada pelo fisioterapeuta com formação especializada, visa maximizar a independência funcional, a segurança, a autonomia e a qualidade de vida do paciente.
Mais de 20 artigos científicos, de vários centros de pesquisa mundiais, observaram que a reabilitação vestibular foi eficaz e segura no controlo dos sinais e sintomas de pacientes com tonturas e outros síndromes vestibulares (3).
A evidência também indica que a reabilitação vestibular promove a melhora mais rápida dos sintomas de tontura e previne complicações futuras, como ansiedade, redução da capacidade funcional e possibilidade de quedas (4).